O Sonho de ter um filho - tratando a infertilidade

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Re: O Sonho de ter um filho - tratando a infertilidade

Mensagem por Palavra de Condão em Qui Maio 08, 2008 3:28 am

A baixa de natalidade e a renovação de gerações são das questões mais sensíveis das sociedades contemporâneas.

As alterações dos padrões demográficos ocorridas nos últimos 50 anos nos países desenvolvidos colocam os problemas da baixa de natalidade e da renovação de gerações como das questões mais sensíveis das sociedades contemporâneas, antevendo-se-lhes significativas repercussões para os próximos decénios.

De um grande número de nascimentos e elevada taxa de mortalidade infantil, característicos do princípio do século, transitou-se para uma estrutura familiar mais pequena, mas também com mais saúde e melhores condições socioeconómicas.

No entanto, a transição não se fez sem custos e, na Europa, o número de «crianças por mulher» é insuficiente para assegurar, a curto prazo, a substituição das gerações. Em Portugal, o crescimento natural é mínimo, com uma taxa de crescimento efectivo muito baixa.

Não cabe, aqui, analisar os fenómenos políticos, económicos e sociais que provavelmente constituem a principal causa da baixa de natalidade. Nem sequer o importante papel desempenhado pela enorme divulgação e utilização de meios anticonceptivos simples e de grande eficácia.

Um problema de saúde pública
Mas vem a propósito salientar o contributo de numerosos casos de infertilidade, de que se verifica uma progressão crescente e que a coloca como um dos mais importantes problemas de saúde das sociedades modernas.

Nos nossos dias, a infertilidade é não só um problema que perturba gravemente o bem-estar individual e familiar e a inserção social dos casais, devendo ser incluída nos actuais conceitos de doença, como também importante aspecto de saúde pública.

Por esse motivo, a Organização Mundial de Saúde, através do seu Regional Office for Europe, recomenda aos diferentes países que determinem a prência da infertilidade nas suas populações e estabeleçam as respectivas causas. Insiste que sejam avaliadas as capacidades de resposta médica e social face aos casais inférteis existentes.

A incidência da infertilidade é extremamente difícil ou mesmo impossível de estabelecer, quer pelas diferentes definições utilizadas, quer pelas grandes variações regionais e pelas distintas metodologias de avaliação. No entanto, pode observar-se em diversos estudos: em Inglaterra, uma prência de 17%, na Escócia 14% e em França 14,1%.

Nos EUA, alguns referem 8,5%, o que significa 4,9 milhões de mulheres, e outros uma prência de um em cada seis casais (16,6%), com o aparecimento de 500.000 novos casos por ano; em 1987 avaliavam-se entre 50 a 80 milhões o número de indivíduos (10 a 20% do total de casais) com queixas nesta área e estimava-se o aparecimento de cerca de 2.000.000 de novos casos de infertilidade conjugal por ano.

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Re: O Sonho de ter um filho - tratando a infertilidade

Mensagem por Palavra de Condão em Qui Maio 08, 2008 3:12 am

Um longo caminho foi já percorrido em Portugal na compreensão e no tratamento da infertilidade. É certo que a reprodução medicamente assistida ainda não tem enquadramento legal – houve uma lei da Assembleia da República em 1999, mas foi vetada pelo Presidente da República, que a considerou insensata e juridicamente aberrante – mas já muito se avançou desde que em 1986 nasceu o primeiro bebé-proveta português. Actualmente, para muitos dos casais que recorrem às técnicas de procriação medicamente assistida ter um filho é um sonho tornado realidade. Em Portugal, instituições públicas e clínicas privadas oferecem já várias destas técnicas, com um índice de sucesso bastante razoável. Desde que, no sector público, o desejo de ter um filho vença as barreiras colocadas pelas enormes listas de espera e, no privado, os custos elevados não reduzam a esperança a pó. É que o Estado não comparticipa os tratamentos de fertilidade feitos nas instituições privadas e nas públicas é preciso esperar anos a fio até que chegue a vez de tentar a paternidade. Em Portugal, os “filhos da ciência” nascem de uma das técnicas seguintes: Fertilização “in vitro” – É a técnica mais clássica e consiste em estimular o ovário com medicação hormonal. O objectivo é aumentar o número de óvulos, que depois se aspiram pela vagina. Uma vez no exterior do corpo feminino, juntam-se-lhes os espermatozóides seleccionados, pelo que a fecundação se dá por um processo natural. Ao fim de três dias, os embriões são transferidos para o útero da mulher. Em geral, pratica-se esta técnica quando há ausência de ovulação espontânea ou quando as trompas de Falópio estão obstruídas. Inseminação intra-uterina – Recorre-se a esta técnica quando a infertilidade decorre de causas psicológicas ou de problemas ligeiros de ovulação. Técnica relativamente simples, começa com a lavagem do esperma do homem em laboratório e selecção dos melhores espermatozóides. Estes são depois colocados na cavidade uterina, seguindo o seu percurso normal até aos ovócitos. Entretanto, as hormonas femininas já foram estimuladas de forma a produzirem vários ovócitos e, assim, aumentar a probabilidade de fecundação. Microinjecção intracitoplasmática – São casos graves de infertilidade masculina que, em regra, justificam a opção por esta técnica. Isso acontece quando os homens possuem espermatozóides ditos anormais ou não os possuem sequer, devido a anomalias genéticas ou a factores acidentais, como doença (tuberculose ou papeira) ou cirurgias (vasectomia). Nestes casos, os ovários da mulher são estimulados e os ovócitos aspirados. São colocados em cultura e depois injectados com espermatozóides, regressando ao útero. Transferência intrafalopiana de gâmetas – Com a ajuda de uma agulha finíssima, retiram-se os óvulos dos ovários e transferem-se, juntamente com os espermatozóides, para as trompas de Falópio, onde se dá a fecundação.

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Mensagem por Palavra de Condão em Qui Maio 08, 2008 3:12 am

Para muitos casais, ter um filho é isso mesmo: um sonho. A infertilidade atinge cerca de um milhão e meio de portugueses e apesar das técnicas de procriação medicamente assistida é longo e doloroso o caminho da felicidade.

Para muitos casais, ter um filho é isso mesmo: um sonho. A infertilidade atinge cerca de um milhão e meio de portugueses e apesar das técnicas de procriação medicamente assistida é longo e doloroso o caminho da felicidade.

Em Portugal, surge anualmente cerca de 9.000 novos casais inférteis, que se vão juntar aos muitos milhares já existentes – estima-se que correspondam a 15% da população, ou seja, milhão e meio de pessoas. Em todo o mundo, e segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, há 80 milhões de pessoas que perseguem o mesmo sonho.

Recorrendo às várias terapêuticas médicas e cirúrgicas para os vários factores relacionados com a infertilidade, sessenta por cento destes casais conseguem concretizar o seu sonho.

Mas há outros que, apesar de todo o conjunto de exames e de terapêuticas ao seu dispor no nosso país, não concretizam esse mesmo sonho, o de levar um bebé para casa.

Múltiplos factores podem estar subjacentes à dificuldade em engravidar, sem que se esteja necessariamente perante um quadro de infertilidade.

Quando então se pode em infertilidade e quando deve o casal procurar um especialista? Médicos e cientistas chegaram a uma definição que é universalmente aceite: assim, infertilidade define-se como a impossibilidade de engravidar após 12 meses de relações sexuais regulares sem recorrer a qualquer método anticoncepcional.

Este é apenas o primeiro ano a sonhar – e a tentar – ter um filho. Mas volvido este ano, e já na presença de um especialista, começa uma verdadeira odisseia, a dos exames e testes que permitirão diagnosticar a infertilidade e respectivas causas.

Contudo, esta não é apenas uma missão médica já que, depois de identificadas as razões óbvias que impedem a gravidez, cabe ao casal fazer a sua própria avaliação: a dos sentimentos, a da importância que um filho efectivamente tem, a ponderação dos procedimentos seguintes, do seu impacto económico e do impacto que terão na sua vida enquanto casal.

Não basta querer ter um filho, médico e casal têm de pôr todas as cartas na mesa, abrir o baralho das emoções, avaliar mesmo até que ponto o casal conseguirá sobreviver às várias tentativas e frustrações para vencer a infertilidade. É – não há que escondê-lo –é uma prova dura.

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